#chegadecorrupção

‘Quem gosta de viver molhado é peixe’

Viemos para a fazenda de caminhonete. Seu Pedro, o pai de Mariza, ao volante. Maria, a filha mais velha, amuada, ao lado na cabine. Nós, embrulhadas em cobertores, na traseira, fustigadas pelo frio da manhã e o poeirão da estrada.

Viemos para a fazenda de caminhonete. Seu Pedro, o pai de Mariza, ao volante. Maria, a filha mais velha, amuada, ao lado na cabine. Nós, embrulhadas em cobertores, na traseira, fustigadas pelo frio da manhã e o poeirão da estrada.

Logo, logo é aquele desce e sobe de abrir e fechar porteiras. Tramelas pesadas deixam nossas mãos cheias de ferpas. Será que na casa vamos achar iodo ou ao menos álcool para desinfetá-las? Haverá alguém de boa vontade que nos alivie delas com alguma pinça ou agulha? Ainda bem que não nos ferimos em arames ou pregos enferrujados. Minha avó diz que viu gente morrer de tétano por conta disso.

Logo, logo é aquele desce e sobe de abrir e fechar porteiras. Tramelas pesadas deixam nossas mãos cheias de ferpas. Será que na casa vamos achar iodo ou ao menos álcool para desinfetá-las? Haverá alguém de boa vontade que nos alivie delas com alguma pinça ou agulha? Ainda bem que não nos ferimos em arames ou pregos enferrujados. Minha avó diz que viu gente morrer de tétano por conta disso.

Já na chegada conhecemos todo o pessoal da família e agregados: dona Regina, Pedrinho e Mercinha, Regininha e sô Carlos, velho contador de causos. Mostramos-lhes as mãos e riram da nossa desgraça. “Quem manda vocês terem peles assim fininhas?! Bem se vê que são daquelas que não pegam no pesado. Nas da gente, ferpas não entram não!” Alguém nos socorre, às gargalhadas.

Já na chegada conhecemos todo o pessoal da família e agregados: dona Regina, Pedrinho e Mercinha, Regininha e sô Carlos, velho contador de causos. Mostramos-lhes as mãos e riram da nossa desgraça. “Quem manda vocês terem peles assim fininhas?! Bem se vê que são daquelas que não pegam no pesado. Nas da gente,…

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