#chegadecorrupção

O novo normal é o incerto

A ideia de que a economia global estava prestes a entrar em um novo ciclo de normalidade após os desequilíbrios iniciados em 2008 começava a ganhar trânsito. Do mesmo modo, as expectativas sobre a economia brasileira estavam ficando mais otimistas. Não era provável, todavia, que se entrasse em um período de estabilidade econômica, global ou nacionalmente. O mais provável é que surgissem imprevistos, que gerariam novos desequilíbrios. A economia não existe em separado do resto do sistema social. Ela não pode entrar em um estado sustentado de normalidade com os sistemas políticos a gerar incertezas e riscos e as sociedades passando por mudanças estruturais muito rápidas. Governantes imprudentes e reacionários imaginam que possam defender suas economias fechando fronteiras e adotando práticas protecionistas. Acreditam que acordos bilaterais podem funcionar em substituição às redes globais de comércio e aos mecanismos multilaterais. É improvável que a soma de acordos país a país seja capaz de resolver as falhas de integração decorrentes da desorganização de cadeias globais. A equação não fecha. É a receita certa de desastres econômicos.

A ideia de que a economia global estava prestes a entrar em um novo ciclo de normalidade após os desequilíbrios iniciados em 2008 começava a ganhar trânsito. Do mesmo modo, as expectativas sobre a economia brasileira estavam ficando mais otimistas. Não era provável, todavia, que se entrasse em um período de estabilidade econômica, global ou nacionalmente. O mais provável é que surgissem imprevistos, que gerariam novos desequilíbrios. A economia não existe em separado do resto do sistema social. Ela não pode entrar em um estado sustentado de normalidade com os sistemas políticos a gerar incertezas e riscos e as sociedades passando por mudanças estruturais muito rápidas. Governantes imprudentes e reacionários imaginam que possam defender suas economias fechando fronteiras e…

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