#chegadecorrupção

Olhos no horizonte

Eles esperaram por setembro porque então veriam o céu azul e um sol morno os aqueceria, a brisa viria do mar avisando notícias de outras terras e elas seriam boas, os amigos de vários lados se encontrariam, contando como sobreviveram ao inverno. Eles viveram suas dores, suas angústias e dúvidas, certos de que algo melhor chegaria e prometendo para si mesmos a volta da alegria, quando setembro viesse.

Eles esperaram por setembro porque então veriam o céu azul e um sol morno os aqueceria, a brisa viria do mar avisando notícias de outras terras e elas seriam boas, os amigos de vários lados se encontrariam, contando como sobreviveram ao inverno. Eles viveram suas dores, suas angústias e dúvidas, certos de que algo melhor chegaria e prometendo para si mesmos a volta da alegria, quando setembro viesse.

Foi árduo atravessar todos aqueles meses, os primeiros, vivendo dia a dia a mesma tribulação, tomando sustos diários, se espantando, encurralados, com a vida cotidiana. A adversidade, diziam para se consolar, nos dará força para valorizar o que vier depois. Mas, por que setembro? Perguntavam os céticos.

Foi árduo atravessar todos aqueles meses, os primeiros, vivendo dia a dia a mesma tribulação, tomando sustos diários, se espantando, encurralados, com a vida cotidiana. A adversidade, diziam para se consolar, nos dará força para valorizar o que vier depois. Mas, por que setembro? Perguntavam os céticos.

Ora, porque sempre se esperou por setembro. É da natureza do mês ser esperado, porque no Norte o tempo mais seco lhes permitiria ver as ilhas e chegar às praias e se poderia pôr os pés na areia que o rio lavou durante todo o tempo das chuvas. Por fim, eles poderiam olhar as árvores de baixo e, nesta perspectiva, elas parecem eternas. No Sul, o sol espantaria o frio, mas não seria calor ainda. A amenidade lhes faria bem. Nesse intervalo entre extremos, eles então descansariam da guerra que exauriu forças e os abateu, erodindo…

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