#chegadecorrupção

Futuros incertos

A Argentina vive uma crise permanente, desde a redemocratização. Que ninguém se engane. A ditadura militar foi uma crise muito mais terrível, em outra dimensão. A supressão das liberdades nunca é normal. Não se pode naturalizar a bestialidade. Vencida esta dolorosa página de sua história, o país soube, inclusive, fazer-se justiça e os principais responsáveis pela brutalidade daquele tempo foram condenados, sentenciados e cumpriram pena, sem artifícios mitigadores. Não foi nenhum peronista ou populista quem instalou a “justiça de transição”, mas o conservador da Unión Cívica Radical (UCR) Raúl Alfonsín, eleito em 1983, cuja campanha esteve centrada nos direitos humanos. Foi ele que anulou a lei de dupla anistia decretada pelos militares, para julgar e processar os responsáveis pelos crimes da ditadura. Mas Alfonsín é menos lembrado por sua liderança na transição pela democracia, do que pelo fracasso econômico de seu governo, que o forçou a deixar a presidência antes do término de seu mandato.

A Argentina vive uma crise permanente, desde a redemocratização. Que ninguém se engane. A ditadura militar foi uma crise muito mais terrível, em outra dimensão. A supressão das liberdades nunca é normal. Não se pode naturalizar a bestialidade. Vencida esta dolorosa página de sua história, o país soube, inclusive, fazer-se justiça e os principais responsáveis pela brutalidade daquele tempo foram condenados, sentenciados e cumpriram pena, sem artifícios mitigadores. Não foi nenhum peronista ou populista quem instalou a “justiça de transição”, mas o conservador da Unión Cívica Radical (UCR) Raúl Alfonsín, eleito em 1983, cuja campanha esteve centrada nos direitos humanos. Foi ele que anulou a lei de dupla anistia decretada pelos militares, para julgar e processar os responsáveis pelos crimes da ditadura. Mas Alfonsín é menos lembrado por sua liderança na transição pela democracia, do que pelo fracasso econômico de…

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