#chegadecorrupção

A armadilha do populismo

O populismo não é novidade. É recorrente. Ele assume formas recondicionadas às circunstâncias de cada época. Mas, seu miolo sociológico é conhecido. Tem um componente de reacionarismo, idealização de um passado, sempre irreal e irrealizável. Nasce em momentos que combinam muita mudança, muita incerteza, permanente instabilidade estrutural. As transições profundas, radicais, são de grande complexidade. Difíceis de processar. Os modelos prospectivos baseados na extrapolação do presente deixam de funcionar. São os momentos em que o presente não contém informação suficiente sobre o futuro. Setores inteiros da economia, até pouco tempo responsáveis por parcela significativa da geração de renda e emprego, desaparecem ou se transformam radicalmente.

O populismo não é novidade. É recorrente. Ele assume formas recondicionadas às circunstâncias de cada época. Mas, seu miolo sociológico é conhecido. Tem um componente de reacionarismo, idealização de um passado, sempre irreal e irrealizável. Nasce em momentos que combinam muita mudança, muita incerteza, permanente instabilidade estrutural. As transições profundas, radicais, são de grande complexidade. Difíceis de processar. Os modelos prospectivos baseados na extrapolação do presente deixam de funcionar. São os momentos em que o presente não contém informação suficiente sobre o futuro. Setores inteiros da economia, até pouco tempo responsáveis por parcela significativa da geração de renda e emprego, desaparecem ou se transformam radicalmente.

Basta um exemplo: a indústria automobilística, centrada no motor a combustão, empregava muito, sobretudo por seus efeitos dinâmicos na economia. Ela está em metamorfose, passará a ter por centro o motor elétrico. Caem as barreiras à entrada, empresas poderosas tradicionais, como a Volkswagen, têm que investir em sua própria transformação para poderem competir com novatas, como a Tesla, em seu próprio mercado de…

Continue lendo na fonte

Comentários