#chegadecorrupção

A última luz sobre as cartas

Encostada na janela da varanda, eu tentava usar os últimos raios de luz do dia final das férias para continuar a leitura do livro que me capturava inteiramente. “As cartas que não chegaram”, de Maurício Rosencof. Ele é uruguaio e foi preso junto com Pepe Mujica. É o “russo” do filme “Uma noite de 12 anos”. As cartas não chegaram para seu pai Isaac, judeu polonês. Cartas dos parentes que ficaram na Polônia e foram colocados em guetos. Depois levados para Treblinka. O filho então as escreve imaginariamente. Cartas que ele, Maurício, ou Moishe como era chamado em casa, gostaria de ter escrito nos anos 1970 e 1980 se seu confinamento na prisão uruguaia não tivesse sido tão brutal. De tudo ele foi impedido, refém do regime que o pôs numa cela de dois metros e meio por um. “Te escrevo hoje, meu Velho, porque aqui já posso; escrevo junto a uma janela que durante tantas eternidades eu não tive”.

Encostada na janela da varanda, eu tentava usar os últimos raios de luz do dia final das férias para continuar a leitura do livro que me capturava inteiramente. “As cartas que não chegaram”, de Maurício Rosencof. Ele é uruguaio e foi preso junto com Pepe Mujica. É o “russo” do filme “Uma noite de 12 anos”. As cartas não chegaram para seu pai Isaac, judeu polonês. Cartas dos parentes que ficaram na Polônia e foram colocados em guetos. Depois levados para Treblinka. O filho então as escreve imaginariamente. Cartas que ele, Maurício, ou Moishe como era chamado em casa, gostaria de ter escrito nos anos 1970 e 1980 se seu confinamento na prisão uruguaia não tivesse sido tão brutal. De tudo ele foi impedido, refém do regime que o pôs numa cela de dois metros e meio por um. “Te escrevo hoje, meu Velho, porque aqui já posso; escrevo junto a uma janela que durante tantas eternidades eu não tive”.

No primeiro momento de férias eu havia ido com os netos visitar o Flamengo, olhar as taças e as camisas históricas….

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