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Corrupção no Brasil: conheça os maiores escândalos da história

Corrupção no Brasil: conheça os maiores escândalos da história

Nós sabemos que, infelizmente, a história do Brasil é marcada por diversos escândalos de corrupção. Este veneno se inseriu em nosso país e se alastra por todas as áreas e grupos sociais. A fiscalização de instituições que recebem recursos públicos para existirem e funcionarem é fundamental e a prestação de contas destas é essencial para o controle de como esses recursos estão sendo aplicados, e se estão sendo dirigidos para as áreas corretas.

Entretanto, mesmo sendo fiscalizadas por órgãos como a Controladoria Geral da União (CGU) – criada em 2001 no mandato de Fernando Henrique Cardoso, é responsável pela defesa do patrimônio público, da transparência pública e do combate à corrupção – essas organizações, muitas vezes, apresentam grande falta de controle e zelo pelo dinheiro público que recebem, ocasionando diversos dos casos de corrupção.

Atualmente, o maior escândalo de corrupção com certeza é o caso Lava Jatooperação de investigação que delatou grandes nomes do ramo empresarial e político brasileiro e ganhou muita visibilidade nas mídias. Porém, nós falaremos de outros casos, não tão atuais, que também estão na lista dos maiores escândalos de corrupção de nosso país.

Os maiores escândalos de corrupção no Brasil

A Controladoria Geral da União (CGU) realizou, a pedido da Época Negócios, um levantamento sobre os casos de corrupção em nosso país e elegeu os cinco maiores que passaram pela fiscalização do órgão. Os apontados neste levantamento são:

Máfia dos Sanguessugas 

O esquema foi acusado de desviar mais de 110 milhões de reais do orçamento destinado à saúde pública. Os assessores e servidores públicos envolvidos compraram ambulâncias superfaturadas, causando esse enorme prejuízo no orçamento. A empresa Planam foi a acusada de pagar a propina para que os parlamentares fizessem emendas para a compra das ambulâncias. Foram acusados mais de 70 assessores e servidores públicos como membros do grupo, que atuou nos estados do Acre, Amapá, Distrito Federal, Mato Grosso, Paraná e Rio de Janeiro.

A quadrilha teve início em 2001, mas foi descoberta só em maio de 2006 pela Polícia Federal e a Controladoria Geral da União. A atuação da CGU nos informa que os ministros que estavam à frente da pasta eram Humberto Costa e Saraiva Felipe, do governo Lula, e José Serra e Barjas Negri, do governo de Fernando Henrique Cardoso.

Caso Furnas

Superfaturamento na construção das hidrelétricas Batalha e Simplício pela empresa estatal Furnas Centrais Elétricas: esse é o caso Furnas. Teve início em 2008 e a corrupção foi percebida pelo fato de o orçamento de R$460 milhões para a obra da Batalha, que o Tribunal de Contas da União (TCU) tinha feito, aumentou subitamente para o valor de R$868 milhões, chegando a R$1 bilhão

O prejuízo desse caso foi de, no mínimo, R$117 milhões. Além desse rombo exorbitante, foram encontradas outras irregularidades nos atos administrativos na gestão da Sociedade de Propósito Específico (SPE) Serra do Facão, que causaram prejuízo de mais R$8,4 milhões.

Operação Navalha

Em 2004, na Bahia, a Polícia Federal iniciou uma investigação que descobriu a existência de um grupo organizado que estava obtendo lucros de forma ilícita a partir do uso de emendas parlamentares para a contratação e execução de obras públicas. Nesse caso, foram descobertos diversos outros crimes, como fraude, peculato, corrupção ativa e passiva.

O grupo atuava em 10 estados. Seus membros eram servidores e agentes públicos de diferentes Ministérios (entre eles Minas e Energia, Transportes, Cidades e Integração Nacional), que desviavam os recursos da União para obras em que a Construtora Gautama estava atuando. Esse esquema se iniciou no Poder Executivo Federal e fraudou até projetos ligados ao Programa Luz Para Todos e ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Diversos agentes foram presos, entre eles o ex-governador Jackson Lago, do Maranhão, porém todos eles já foram soltos. Na época, o prejuízo ultrapassou de R$154 milhões.

Fraude na área da Saúde Pública do Rio de Janeiro

Em 2012, o Hospital Federal Infantil do Rio de Janeiro foi investigado por dois meses. Um repórter do Fantástico, programa de televisão da Rede Globo, se infiltrou no setor de compras do hospital e sua reportagem revelou um grande esquema de fraudes em licitações e contratos. Além disso, havia pagamento de propina e de serviços que não foram prestados ou que não estavam oficialmente contratados.

O prejuízo causado foi de R$22 milhões. Diversos funcionários públicos e quatro grandes empresas, fornecedoras do governo federal, foram investigados. Entre as empresas estava a Locanty, envolvida com doação de dinheiro para campanhas eleitorais do ex-governador Sérgio Cabral, dos deputados Alcebíades Sabino (PSC) e Bebeto (PDT) e a direção nacional do PSDB.

Máfia dos Transportes

Em 2011, a Máfia dos Transportes causou um rombo de R$23 milhões realizando superfaturamento. Nesse esquema, a Valec – estatal das ferrovias – e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) eram as empresas que estavam em foco.

O DNIT era comandado por Luiz Antonio Pagot (PR), que foi acusado de cobrar 4% de propina de empreiteiras que se interessavam em ter contratos com o governo. A maioria do dinheiro roubado era direcionado para o caixa do partido, dirigido na época pelo deputado Valdemar Costa Neto e pelo ministro Alfredo Nascimento. A outra parte era distribuída entre os parlamentares dos estados em que as obras deveriam ser realizadas.

Estes são cinco dos diversos escândalos que já aconteceram no Brasil. Mas outros casos, como os Anões do Orçamento, o Mensalão e o Petrolão, também são muito marcantes e causaram enormes prejuízos para os nossos cofres públicos.

Nós, do Instituto MUDE, somos movidos pela vontade de mudar essa triste realidade de corrupção em nosso país. Combater a corrupção em todas as esferas de nossa sociedade, fortalecer dentro de cada um a intolerância perante comportamentos ilegais e incentivar a participação política consciente são nossos maiores objetivos. A mudança começa dentro de cada um de nós, e pode refletir no país inteiro. Vamos juntos mudar essa realidade!

O Instituto Mude é um movimento social apartidário, que promove o fortalecimento de uma cultura de combate à corrupção no Brasil. Acompanhe nosso blog e Facebook para conhecer as ações propostas. Cadastre-se em nosso curso online e gratuito e faça a sua parte. A mudança começa em você!

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