#chegadecorrupção

Recordar é viver, eu hoje sonhei com você

* Por Clara Favilla

* Por Clara Favilla

Fevereiro de 1981. Carnaval. Depois de mais de dois meses, em Londres, sob um frio de trincar os ossos, estou em Brasília, acompanhando o Pacotão. O sol é de rachar coco. O bloco tem quatro anos de vida e foi criado por uma turma de jornalista de Brasília, em homenagem ao Pacote de abril de 1977 de Geisel. O Congresso foi , então, fechado porque andava muito malcriado com o governo que quis firmar mais uma vez autoridade, via medidas de exceção.

Fevereiro de 1981. Carnaval. Depois de mais de dois meses, em Londres, sob um frio de trincar os ossos, estou em Brasília, acompanhando o Pacotão. O sol é de rachar coco. O bloco tem quatro anos de vida e foi criado por uma turma de jornalista de Brasília, em homenagem ao Pacote de abril de 1977 de Geisel. O Congresso foi , então, fechado porque andava muito malcriado com o governo que quis firmar mais uma vez autoridade, via medidas de exceção.

O Pacotão tem um chefe, personagem inventado que dita as regras pros foliões. Nas reuniões prévias ao carnaval para a escolha do samba-enredo, há uma cadeira vazia, e ele está representado por um paletó escuro, cuidadosamente pendurado no espaldar. Há sempre alguém, nas reuniões, que incorpora o Charles Preto. Quando o bloco sai da concentração, no início da Asa Norte em direção à Asa Sul, há um incorporação coletiva.

O Pacotão tem um chefe, personagem inventado que dita as regras pros foliões. Nas reuniões prévias ao carnaval para a escolha do samba-enredo, há uma cadeira vazia, e ele está representado por um paletó escuro, cuidadosamente pendurado no espaldar. Há sempre alguém, nas reuniões, que incorpora o Charles Preto. Quando o bloco sai da concentração, no início da Asa Norte em direção à Asa Sul, há um incorporação coletiva.

Na foto, enquanto alguém ameaça fazer topless ao meu lado, estou chupando uma laranja para me refrescar e o que rolava por ali era muito…

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