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Contrariando tendência histórica, corrupção pode ser mais importante que economia nas eleições, diz banco

A popularidade de um presidente e o desempenho econômico do país costumavam andar de mãos dadas no Brasil. Desde o primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP), líderes que conseguiram controlar a inflação e o desemprego também registraram baixos níveis de rejeição. Como consequência, foram reeleitos ou emplacaram sucessores.

“O voto no Brasil é muito ligado à percepção econômica”, diz Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central e economista-chefe do UBS no Brasil.

“Quem está feliz com a economia, vota no candidato da situação. Quem não se sente bem, vota na oposição. Todas as eleições a partir de 1994 têm essa lógica.”

O padrão, no entanto, parece ter naufragado com o governo de Michel Temer, segundo um estudo enviado pelo banco suíço a investidores estrangeiros, na última quinta-feira.

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